29/12/2011

Assisti ao filme A arte da conquista, não é ruim.

28/12/2011

Monólogo de uma sombra



“Sou uma Sombra! Venho de outras eras,

Do cosmopolitismo das moneras...

Pólipo de recônditas reentrâncias,

Larva de caos telúrico, procedo

Da escuridão do cósmico segredo,

Da substância de todas as substâncias!



A simbiose das coisas me equilibra.

Em minha ignota mônada, ampla, vibra

A alma dos movimentos rotatórios...

E é de mim que decorrem, simultâneas,

A saúde das forças subterrâneas

E a morbidez dos seres ilusórios!



Pairando acima dos mundanos tetos,

Não conheço o acidente da Senectus

Esta universitária sanguessuga

Que produz, sem dispêndio algum de vírus,

O amarelecimento do papirus

E a miséria anatômica da ruga!



Na existência social, possuo uma arma

O metafisicismo de Abidarma

E trago, sem bramânicas tesouras,

Como um dorso de azêmola passiva,

A solidariedade subjetiva

De todas as espécies sofredoras.



Como um pouco de saliva quotidiana

Mostro meu nojo à Natureza Humana.

A podridão me serve de Evangelho...

Amo o esterco, os resíduos ruins dos quiosques

E o animal inferior que urra nos bosques

É com certeza meu irmão mais velho!



Tal qual quem para o próprio túmulo olha,

Amarguradamente se me antolha,

À luz do americano plenilúnio,

Na alma crepuscular de minha raça

Como uma vocação para a Desgraça

E um tropismo ancestral para o Infortúnio.



Aí vem sujo, a coçar chagas plebéias,

Trazendo no deserto das idéias

O desespero endêmico do inferno,

Com a cara hirta, tatuada de fuligens

Esse mineiro doido das origens,

Que se chama o Filósofo Moderno!



Quis compreender, quebrando estéreis normas,

A vida fenomênica das Formas,

Que, iguais a fogos passageiros, luzem.

E apenas encontrou na idéia gasta,

O horror dessa mecânica nefasta,

A que todas as coisas se reduzem!



E hão de achá-lo, amanhã, bestas agrestes,

Sobre a esteira sarcófaga das pestes

A mostrar, já nos últimos momentos,

Como quem se submete a uma charqueada,

Ao clarão tropical da luz danada,

O espólio dos seus dedos peçonhentos.



Tal a finalidade dos estames!

Mas ele viverá, rotos os liames

Dessa estranguladora lei que aperta

Todos os agregados perecíveis,

Nas eterizações indefiníveis

Da energia intra-atômica liberta!



Será calor, causa ubíqua de gozo,

Raio X, magnetismo misterioso,

Quimiotaxia, ondulação aérea,

Fonte de repulsões e de prazeres,

Sonoridade potencial dos seres,

Estrangulada dentro da matéria!



E o que ele foi: clavículas, abdômen,

O coração, a boca, em síntese, o Homem,

- Engrenagem de vísceras vulgares -

Os dedos carregados de peçonha,

Tudo coube na lógica medonha

Dos apodrecimentos musculares.



A desarrumação dos intestinos

Assombra! Vede-a! Os vermes assassinos

Dentro daquela massa que o húmus come,

Numa glutoneria hedionda, brincam,

Como as cadelas que as dentuças trincam

No espasmo fisiológico da fome.



É uma trágica festa emocionante!

A bacteriologia inventariante

Toma conta do corpo que apodrece...

E até os membros da família engulham,

Vendo as larvas malignas que se embrulham

No cadáver malsão, fazendo um s.



E foi então para isto que esse doudo

Estragou o vibrátil plasma todo,

À guisa de um faquir, pelos cenóbios?!...

Num suicídio graduado, consumir-se,

E após tantas vigílias, reduzir-se

À herança miserável dos micróbios!



Estoutro agora é o sátiro peralta

Que o sensualismo sodomita exalta,

Nutrindo sua infâmia a leite e a trigo...

Como que, em suas clélulas vilíssimas,

Há estratificações requintadíssimas

De uma animalidade sem castigo.



Brancas bacantes bêbadas o beijam.

Suas artérias hírcicas latejam,

Sentindo o odor das carnações abstêmias,

E à noite, vai gozar, ébrio de vício,

No sombrio bazer domeretrício,

O cuspo afrodisíaco das fêmeas.



No horror de sua anômala nevrose,

Toda a sensualidade da simbiose,

Uivando, à noite, em lúbricos arroubos,

Como no babilônico sansara,

Lembra a fome incoercível que escancara

A mucosa carnívora dos lobos.



Sôfrego, o monstro as vítimas aguarda.

Negra paixão congênita, bastarda,

Do seu zooplasma ofídico resulta...

E explode, igual à luz que o ar acomete,

Com a veemência mavórtica do aríete

E os arremessos de uma catapulta.



Mas muitas vezes, quando a noite avança,

Hirto, observa através a tênue trança

Dos filamentos fluídicos de um halo

A destra descarnada de um duende,

Que tateando nas tênebras, se estende

Dentro da noite má, para agarrá-lo!



Cresce-lhe a intracefálica tortura,

E de su'alma na caverna escura,

Fazendo ultra-epiléticos esforços,

Acorda, com os candeeiros apagados,

Numa coreografia de danados,

A família alarmada dos remorsos.



É o despertar de um povo subterrâneo!

É a fauna cavernícola do crânio

- Macbeths da patológica vigília,

Mostrando, em rembrandtescas telas várias,

As incestuosidades sangüinárias

Que ele tem praticado na família.



As alucinações tácteis pululam.

Sente que megatérios o estrangulam...

A asa negra das moscas o horroriza;

E autopsiando a amaríssima existência

Encontra um cancro assíduo na consciência

E três manchas de sangue na camisa!



Míngua-se o combustível da lanterna

E a consciência do sátiro se inferna,

Reconhecendo, bêbedo de sono,

Na própria ânsia dionísica do gozo,

Essa necessidade de horroroso,

Que é talvez propriedade do carbono!



Ah! Dentro de toda a alma existe a prova

De que a dor como um dartro se renova,

Quando o prazer barbaramente a ataca...

Assim também, observa a ciência crua,

Dentro da elipse ignívoma da lua

A realidade de uma esfera opaca.

Somente a Arte, esculpindo a humana mágoa,

Abranda as rochas rígidas, torna água

Todo o fogo telúrico profundo

E reduz, sem que, entanto, a desintegre,

À condição de uma planície alegre,

A aspereza orográfica do mundo!



Provo desta maneira ao mundo odiento

Pelas grandes razões do sentimento,

Sem os métodos da abstrusa ciência fria

E os trovões gritadores da dialética,

Que a mais alta expressão da dor estética

Consiste essencialmente na alegria.



Continua o martírio das criaturas:

- O homicídio nas vielas mais escuras,

- O ferido que a hostil gleba atra escarva,

- O último solilóquio dos suicidas -

E eu sinto a dor de todas essas vidas

Em minha vida anônima de larva!”



Disse isto a Sombra.

E, ouvindo estes vocábulos,

Da luz da lua aos pálidos venábulos,

Na ânsia de um nervosíssimo entusiasmo,

Julgava ouvir monótonas corujas,

Executando, entre daveiras sujas,

A orquestra arrepiadora do sarcasmo!



Era a elegia panteísta do Universo,

Na produção do sangue humano imenso,

Prostituído talvez, em suas bases...

Era a canção da Natureza exausta,

Chorando e rindo na ironia infausta

Da incoerência infernal daquelas frases.



E o turbilhão de tais fonemas acres

Trovejando grandíloquos massacres,

Há-de ferir-me as auditivas portas,

até que minha efêmera cabeça,

Reverta à quietação datrava espessa

E à palidez das fotosferas mortas!
Cansei de prometer que vou mudar algo no ano seguinte.
Não vale a pena.

26/12/2011

Os meus últimos três anos foram tediosos e irritantes.
Passei a maior parte dos meus dias doente.
No próximo ano pretendo:
•Dormir mais;
•Me divertir mais;
•Comer mais;
•Ignorar mais;
•Me divertir mais.
Dez Coisas que Levei Anos Para Aprender

1. Uma pessoa que é boa com você, mas grosseira com o garçom, não pode ser uma boa pessoa.

2. As pessoas que querem compartilhar as visões religiosas delas com você, quase nunca querem que você compartilhe as suas com elas.

3. Ninguém liga se você não sabe dançar. Levante e dance.

4. A força mais destrutiva do universo é a fofoca.

5. Não confunda nunca sua carreira com sua vida.

6. Jamais, sob quaisquer circunstâncias, tome um remédio para dormir e um laxante na mesma noite.

7. Se você tivesse que identificar, em uma palavra, a razão pela qual a raça humana ainda não atingiu (e nunca atingirá) todo o seu potencial, essa palavra seria "reuniões".

8. Há uma linha muito tênue entre "hobby" e "doença mental".

9. Seus amigos de verdade amam você de qualquer jeito.

10. Nunca tenha medo de tentar algo novo. Lembre-se de que um amador solitário construiu a Arca. Um grande grupo de profissionais construiu o Titanic."

Luís Fernando Veríssimo

25/12/2011

Não se preocupe ou se importe, lamentações e erros também são produtos da memória.

01/09/2011

11 expressões usadas pelas mulheres e seus respectivos significados


1 – “Certo”: Esta é a palavra que as mulheres usam para encerrar uma discussão quando elas estão certas e você deve se calar.

2 – “Cinco minutos”: Se ela está se arrumando, “cinco minutos” significa meia hora. “Cinco minutos” só são cinco minutos se esse for o prazo que ela te deu para ver o futebol antes de ajudar nas tarefas domésticas.

3 – “Nada”: Esta é a calmaria antes da tempestade. Significa que ALGO está acontecendo e que você deve ficar atento. Discussões que começam com “Nada” normalmente terminam em “Certo”.

4 – “Você que sabe”: Essa expressão é um desafio, não uma permissão. Ela está te desafiando e, nessa hora, você tem que saber o que ela quer… e não diga que também não sabe!

5 – Suspiro ALTO: O suspiro não é realmente uma palavra, mas é uma expressão. É uma declaração não-verbal que frequentemente confunde os homens. Um suspiro alto significa que ela pensa que você é um completo idiota e, em silêncio, fica imaginando por quê ela está perdendo tempo com você, parada ali, discutindo sobre “Nada”.

6 – “Tudo bem”: Essa é uma das mais perigosas expressões ditas por uma mulher. “Tudo bem” significa que ela quer pensar muito bem antes de decidir como e quando você vai pagar (muito caro) pela sua mancada.

7 – “Obrigada”: Quando uma mulher diz “Obrigada” quase sempre está, de fato, agradecendo. Portanto, não questione, nem desmaie. Apenas sorria e diga “por nada”.
(Uma colocação pessoal: o agradecimento é sincero, a menos que ela diga “MUITO obrigada”. Nesse caso, ela não está agradecendo por coisa nenhuma, mas sim, está sendo SARCÁSTICA. Nesse caso, NÃO DIGA “por nada”. Aliás, cale-se por, no mínimo 2 horas, pois se você disser “por nada” isso provocará o “Esquece”).

8 – “Esquece”: Essa expressão significa “FODA-SE!!” e se você sabe rezar, essa é uma boa hora para começar!

9 – “Deixa pra lá, EU resolvo”: Outra expressão perigosa! Significa que a mulher já perdeu a paciência com você. É muito usada quando a mulher já lhe pediu (várias e várias vezes) para fazer uma determinada coisa e você não fez. Significa que ela percebeu que não precisa mais de você e que ela mesma pode fazer o que era para você fazer. Normalmente o “Deixa pra lá, EU resolvo” resulta no homem perguntando “o que aconteceu?”. Para a resposta da mulher, consulte o item 3.

10 – “Precisamos conversar!”: Fodeu! Saiba que você está a 30 segundos de levar um pé na bunda…

11 – “Sabe, eu estive pensando…”: Essa é a mais perigosa das expressões! Parece inofensiva, mas tome muito cuidado, porque quase sempre essa expressão precede os Quatro Cavaleiros do Apocalipse…

09/07/2011

Eu sou infantil.
Isso é um fato.

04/07/2011

Quando você se sente sozinha, apesar de estar rodeada de pessoas, é porque está rodeada das pessoas erradas.

O que acontece se nunca encontrar a pessoa certa?

E se encontrar, não perceber o quão certa essa pessoa é e deixá-la partir?

Há mais de uma pessoa certa no mundo?

Alguém uma vez tentou me explicar como casais são como panelas e suas tampas, mas...
nunca entendi muito bem a idéia.

Afinal, várias tampas podem ser colocadas em uma mesma panela... algumas ficam melhores que outras, mas nenhuma encaixa perfeitamente.

A perfeição não existe... mas continuo tentando alcançá-la.

30/06/2011